27. Crítica do Não-Objeto
O grupo escolheu o corredor e a escada que levam em direção à Peixaria. Como proposta, fizeram um objeto que abrange todas as dimensões do espaço: horizontal, vertical e transversal. Assim como dito na sala, acredito que o grupo acertou bastante ao confeccionar o objeto e seus elementos em uma paleta de cores semelhante ao espaço, com tons mais terrosos, lembrando o cimento do chão e das paredes que rodeiam. A ideia e a execução do projeto foram boas, na minha opinião, foi o objeto mais interativo dentre os apresentados. Além de interativo, era também bem intuitivo, com diferenciações de cores entre os elementos e as possibilidades de movimentação dos mesmos. No geral, eu gostei bastante.


Luisa Antunes representou um dos prédios dos arredores da Praça da Liberdade por meio de um desenho muito bem equilibrado e levando em consideração a composição e distribuição de elementos no espaço disponível, considerando-se que, ao olhar para a imagem, observa-se uma uniformidade na densidade e intensidade dos traços, já que não há áreas muito mais claras e/ou escuras do que outras. Dessa forma, tem-se uma obra agradável aos olhos e que não traz muito peso a um ponto específico da figura, permitindo que se observe o desenho como um todo logo na primeira análise. Foi feito um bom trabalho de perspectiva, exceto pelas janelas do primeiro andar da parede esquerda do prédio, que possuem uma inclinação excessiva para cima, não seguindo os pontos de fuga, mas que não comprometem a compreensão da representação. Falta uma delimitação do solo no portal, na parte frontal do prédio, o que provoca a sensação de que ele flutua. Caso essa demarcação tivesse sido feita, contribuiria com o preenchimento dessa área, que está mais vazia do que as outras partes da folha. Porém, os traços são limpos e representam claramente as intenções do desenho, fazendo dele uma ótima representação do local.
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